Nossa Senhora da Assunção e São José


73 - NO COLO DO PAI!

Livro da Vida 14, 1 - 2a

 

Já falei do trabalho com que se rega este jardim, tirando água do poço com a força dos braços. Falarei agora do segundo modo de tirar a água que o Senhor do jardim ordenou, para que, mediante um torno e alcatruzes, o jardineiro tirasse mais água com menos trabalho e, sem ter de trabalhar continuamente, pudesse descansar. Agora quero tratar desse modo, aplicado à oração, a que chamam de quietude.  
Nele, a alma começa a se recolher e já atinge coisas sobrenaturais, porque de nenhuma maneira pode conseguir isso por si mesma, por mais que se esforce. É verdade que ela parece ter se cansado em algum momento de manejar o torno e de encher os alcatruzes; aqui, porém, a água subiu mais, exigindo muito menos trabalho do que quando era tirada diretamente do poço. Digo que a água está mais perto porque a graça se dá a conhecer com mais clareza à alma. 

 

 

No colo de Deus, orientados pelas instruções de nosso amigo e irmão Frei Ivo, deslizemos o pincel com cores bem vibrantes, sob a tela de nosso viver.

 

   Nossa Santa, no texto acima colocado, nos ensina algo que é fundamental na nossa vida e caminhada de oração: saber aquietar-se... saber silenciar... não querer o protagonismo na oração, mas deixar que Deus vá nos alimentando.

 

 

 Veja a beleza do texto de Teresa no qual ela nos diz: 
“Encontrei uma comparação que me parece se enquadra muito bem no que quero explicar. Está a alma como um neném (bebê) que ainda mama no seio  da sua mãe, que,  por ternura, põe-lhe o leite na boca sem que ele precise sugá-lo. Assim acontece nesta oração: sem o esforço do intelecto, a vontade ama; quer o Senhor que, sem sequer pensar, a alma entenda que está com Ele e apenas beba o leite que Sua Majestade lhe põe na boca  e frua daquela suavidade, saiba que o Senhor lhe está fazendo aquela graça e se alegre por gozá-la”.
(cf Caminho da Perfeição, capítulo 31)

Veja como, o que Teresa nos fala,  se enquadra perfeitamente no salmo 130. 
Um salmo que a saudosa Irmã Mirian Kolling, soube traduzir poeticamente na letra do canto “Em Ti meu Deus” 

“Em Ti meu Deus, a minh’alma está tranqüila,
Como a criança nos braços de seu pai”.

Ó Senhor, meu coração não é orgulhoso, 
nem se eleva arrogante o meu olhar,
eu não ando à procura de grandezas,
e nem tenho pretensões ambiciosas.

Fiz calar e sossegar a minha alma,
Ela está em grande paz dentro de mim,
Qual criança bem tranqüila, amamentada,
No regaço acolhedor de sua mãe.

Israel, põe no Senhor tua confiança,
No Senhor que fez o mar, a terra, o céu!
Israel, confia a Deus a tua vida,
Desde agora e por toda a eternidade!

        


Rezar,  é colocar-se,  no colo do Pai!
        Rezar, é sentir o aconchego,  do colo do Pai!
        Rezar,  é silenciar nos braços seguros,  do colo do Pai!
        Rezar,  é deixar-se envolver na ternura,  do colo do Pai!
        Rezar,  é sentir-se protegido e amparado,   no colo do Pai!
        Rezar,  é fazer a experiência do calor humano e divino,  no colo do Pai!
        Rezar,  é silenciar e contemplar a serenidade,  do colo do Pai!
        Rezar,  é acalmar-se e aquietar-se,  no colo do Pai!
        Rezar,  é reencontrar-se,  no colo do Pai!
        Rezar,  é abandonar-se,  no colo do Pai!
        Rezar,  é sentir a nossa pequenez,  no colo do Pai!
        Rezar é sentir-se totalmente dependente do colo do Pai!
        Rezar,  é sentir a paz que encontramos,  no colo do Pai!
        Rezar,  é confiar sempre no carinho,  do colo do Pai!

 


        
Pegue o “pincel” e retrate na “tela de sua vida”, esta maravilhosa e tocante cena,  onde você está repousando,  no colo do Pai!   

Frei Ivo Bortoluz OCD 


                                                                    Vamos rezar com as Irmãs...
 

                                                                         

Ó Santa Teresa de Deus amada,
grande amiga do Senhor, dá-nos sede de Deus...      

No colo de Deus, para assim sermos portadores desse amor por onde passarmos. Amém.