Nossa Senhora da Assunção e São José


7 - Pintando nossa vida com Teresa... - A VERDADEIRA ALEGRIA.

Livro da Vida 4,2

Teresa vem falar-nos...

2. Quando tomei o hábito, o Senhor logo me fez compreender como favorece os que se esforçam por servi-Lo. Ninguém percebeu o meu esforço, mas só a minha imensa vontade. Ao fazê-lo, tive tal alegria de ter abraçado aquele estado que até hoje permaneço com ela; Deus transformou a aridez que tinha a minha alma em magnífica ternura. As observâncias da vida religiosa eram um deleite para mim; na verdade, nas vezes em que varria, em horários que antes dedicava a divertimentos e vaidades, me vinha uma estranha felicidade não sei de onde, diante da lembrança de estar livre de tudo aquilo.

Quando me lembro disso, não existe nada, por mais difícil e penoso, que eu deixe de realizar se puder. Na minha experiência de muitas ocasiões, se faço o esforço inicial, determinando-me a fazê-lo (sendo só por Deus, Ele quer — para o nosso maior merecimento — que a alma sinta aquele pavor até começar e, quanto maior ele for, maior a recompensa, e mais saborosa se tor­na depois), ainda nesta vida nos premia Sua Majestade por caminhos que só quem passa por isso o entende. Sei disso por experiência, como disse, em mu­i­tas coisas deveras graves; por isso, jamais aconselharia, se tivesse de fazê-lo, que, quando vier uma boa inspiração repetidas vezes, se deixe, por me­do, de empreendê-la; porque, se o fizermos somente por Deus, não há por que temer o fracasso, pois poderoso é Ele em tudo. Bendito seja para sempre. Amém.2. Quando tomei o hábito, o Senhor logo me fez compreender como favorece os que se esforçam por servi-Lo. Ninguém percebeu o meu esforço, mas só a minha imensa vontade. Ao fazê-lo, tive tal alegria de ter abraçado aquele estado que até hoje permaneço com ela; Deus transformou a aridez que tinha a minha alma em magnífica ternura. As observâncias da vida religiosa eram um deleite para mim; na verdade, nas vezes em que varria, em horários que antes dedicava a divertimentos e vaidades, me vinha uma estranha felicidade não sei de onde, diante da lembrança de estar livre de tudo aquilo.

Quando me lembro disso, não existe nada, por mais difícil e penoso, que eu deixe de realizar se puder. Na minha experiência de muitas ocasiões, se faço o esforço inicial, determinando-me a fazê-lo (sendo só por Deus, Ele quer — para o nosso maior merecimento — que a alma sinta aquele pavor até começar e, quanto maior ele for, maior a recompensa, e mais saborosa se tor­na depois), ainda nesta vida nos premia Sua Majestade por caminhos que só quem passa por isso o entende. Sei disso por experiência, como disse, em mu­i­tas coisas deveras graves; por isso, jamais aconselharia, se tivesse de fazê-lo, que, quando vier uma boa inspiração repetidas vezes, se deixe, por me­do, de empreendê-la; porque, se o fizermos somente por Deus, não há por que temer o fracasso, pois poderoso é Ele em tudo. Bendito seja para sempre. Amém.

 


Frei Ivo vem com o pincel vem guiar-nos na pintura da nossa vida sob os passos de Teresa...

 

Teresa de Jesus nos diz que ao receber o hábito religioso, sentiu uma alegria intensa e que jamais terminou. Tudo o que ela fazia, inclusive a observância das normas religiosas, eram feitas com alegria. Nas coisas mais simples que realizava, como varrer, também ali ela encontrava a alegria. Diz Teresa que no momento em que conseguiu fazer tudo por Deus, ali dissipou-se todas as trevas e todo o medo, por sentir que Deus lhe dava imensa alegria e paz. Em julho de 2013, o Papa Francisco se encontrava com mais de 7.000 seminaristas e noviços, numa maravilhosa conversa de Francisco com aquela juventude religiosa, que durou perto de 4 horas. Num dado momento, o Papa disse: “A verdadeira alegria não vem das coisas. Me dói muito quando vejo um padre ou uma freira com um carro último modelo. Não. Isso não pode acontecer. Temos que ser mais simples. A verdadeira alegria não nasce e não vem das coisas que possuímos. A alegria não é emoção do momento. É outra coisa.

A alegria nasce do encontro, da relação com os demais. Nasce do sentir-se aceito, compreendido, amado e do aceitar, compreender e amar. E isso, não pelo interesse de um momento, mas porque o outro, a outra é uma pessoa. A alegria nasce da gratuidade do encontro. A alegria verdadeira nasce do momento em que Jesus olhou para mim. Compreender e sentir isso é o segredo da nossa alegria. Sentir-se amado por Deus. Sentir que para Ele nós não somos números, mas pessoas. A verdadeira alegria nasce de sentir que é Ele que nos chama.

O bem difunde-se. E também a alegria se difunde. Não tenhais medo de mostrar a alegria de ter respondido à chamada do Senhor. Não tenhais medo de transmitir a alegria da escolha de Deus e de testemunhar o Evangelho, no serviço à Igreja. A alegria, a verdadeira alegria, é contagiosa. A verdadeira alegria contagia, faz ir a frente.”

Diante da alegria de Teresa de Jesus. Diante destas lindas palavras do papa Francisco, é bom a gente pensar no jeito bonito e alegre de Jesus, quando ele mantinha contato com as pessoas.

Só que isso não é lá muito fácil, pois não estamos muito acostumados com um Jesus alegre e sorridente


                                                      .

Mas, precisamos pensar nisso, pois a alegria que Jesus nos transmite é a sua alegria interior. Uma alegria que brota do seu relacionamento com o Pai no Espírito. Igualmente, olhando para o jeito com que Teresa vivia esta dimensão de alegria, é bom escutarmos o Papa Francisco, que nos diz: “Não se pode pensar em uma Igreja sem alegria e a alegria é precisamente isso: anunciar o nome de Jesus. É dizer: Ele é o Senhor. Ele é Deus. Ele nos salva. Ele caminha conosco.”

Quem sabe seja muito importante que a gente se pergunte: de que jeito eu estou seguindo e anunciando a Jesus? Será que minha alegria, é uma alegria contagiosa, que contagia os outros, para que eles também se animem a seguir Jesus com alegria? Será que o meu jeito de ser e de viver, é um jeito alegre e feliz, por sentir-se amado por Deus, querido por Jesus?


                                                  

Com muita alegria, deixe Deus pegar este “pincel” que é você, e deixe Deus fazer de sua vida, um atraente “quadro” que cative e apaixone muitas pessoas para segui-Lo, por verem neste “quadro” a apaixonante aventura de alguém que é feliz por deixar-se amar pelo Amor.

Frei Ivo Bortoluz OCD

 


                                                                    Vamos rezar com as Irmãs...
 

                                                                         

Ó Santa Teresa de Jesus, caminhai conosco, Para daí seguirmos contigo...

Fazer a apaixonante aventura de ser alguém que é feliz por deixar-se amar pelo Amor.

É o que queremos rezar para que conquistados por esse ideal, desejemos, a exemplo de Teresa, repetir suas palavras em nossa vida: ”que, quando vier uma boa inspiração repetidas vezes, não se deixe, por me­do, de empreendê-la; porque, se o fizermos somente por Deus, não há por que temer o fracasso,pois poderoso é Ele em tudo. Bendito seja para sempre.

Amém.

Santa Madre Teresa de Jesus Rogai por nós.