Nossa Senhora da Assunção e São José


A Redenção do Trabalho

Neste mês queremos meditar sobre São José que fez de sua vida um serviço, um sacrifício ao mistério da encarnação e à missão redentorora. Na doação total de si no trabalho de carpinteiro, São José serviu, alimentou e nutriu a Jesus. Sendo que Jesus condividiu o seu trabalho com José na carpintaria, então nenhuma outra pessoa, depois de Maria, esteve tão próximo das mãos e do coração de Jesus quanto José. Na oficina de Nazaré houve grandes momentos de trabalho e santidade e nela Jesus, ao lado de José, iniciou a salvação da humanidade. Em seu trabalho humilde São José é modelo para todos os trabalhores, pois com seus suores e cansaços, jamais deixou de viver imerso na presença de Deus.

O trabalho humano e, em particular, o trabalho manual, encontram no evangelho um destaque especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, o trabalho foi acolhido no mistério da encarnação, e também foi de modo particular redimido. Na verdade, “São José aproximou o trabalho humano ao mistério da redenção”.
Os evangelhos salientam expressamente o fato de que Aquele, o qual sendo Deus tornando-se semelhante a nós em tudo, dedicou a maior parte dos anos de sua vida sobre a terra ao trabalho manual, junto a uma mesa de carpintaria.

O plano da encarnação se encontra neste ponto com São José, o qual foi querido por Deus para apresentar ao mundo o seu próprio filho feito homem. Sendo considerado sensivelmente filho de São José, Jesus pôde herdar o título real de "filho de Davi", mas também assumiu aquele título profissional, ou seja, a qualificação de "filho de carpinteiro" (13,55). Jesus não se envergonhou de revestir a sua excelsa dignidade com a humilde condição de operário. 


A Constituição dogmática Gaudium et Spes afirma que o Onipotente artífice do universo verdadeiramente "trabalhou com mãos de homem", santificando diretamente o trabalho humano. José foi perante a Providência divina o necessário instrumento de tal redenção, consolidada justamente na sua própria carpintaria, através de uma missão que ele desempenhou ao lado de Jesus, o qual lhe era submisso (Lc 2,51). 

Esta submissão, ou seja, a obediência de Jesus na casa de Nazaré, é entendida também como participação ao trabalho de José. Aquele que era chamado "filho do carpinteiro" tinha aprendido o trabalho do seu pai putativo. Se a família de Nazaré é na ordem da salvação e da santidade, o exemplo e o modelo para as famílias, é também o trabalho de Jesus ao lado de São José como carpinteiro. 

Colocando o exemplo de São José aos trabalhadores, o papa Pio XII salientava justamente que ele foi o santo em cuja vida tinha refletido profundamente o espírito do evangelho. Se este espírito de fato provém do coração de Deus em todos homens, "é certo que nenhum trabalhador foi tão perfeitamente e profundamente imbuído deste espírito quanto o pai putativo de Jesus, que viveu com ele na mais estreita intimidade e comunhão de família e de trabalho". Daqui veio o convite do mesmo papa: "se quereis estar perto de Cristo, “Ite ad Joseph”, “Ide a José”! Este humilde carpinteiro de Nazaré, pobre de meios, mas certamente rico das mais autênticas virtudes, foi escolhido entre todos, inclusive entre os mais sábios, para educar o próprio filho Deus. 

(Fonte: http://josefologia.blogspot.com/)

No dia 1º de maio de 1955, o Servo de Deus Pio XII instituiu a festa de São José Operário, “com o propósito de que todos reconheçam a dignidade do trabalho e que este inspire a vida social e as leis fundadas na distribuição equitativa dos direitos e deveres”. Portanto, obtêm a indulgência plenária todos aqueles que diariamente confiam seu trabalho à proteção de São José e todos os fiéis que invocam com sua oração a intercessão do trabalhador de Nazaré, para que os que procuram um trabalho o encontrem e o trabalho de todos seja digno.

Confiemos nosso trabalho a São José e também rezemos a oração:
"A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; assim como outrora salvastes da morte a vida do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo, e sustentados com vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter, no céu, a eterna bem-aventurança. Assim seja. Amém".
(Papa Leão XIII)