Nossa Senhora da Assunção e São José


NOTÍCIAS DA ORDEM

 


Sábado de manhã era dia de encontro do GOT (grupo de oração teresiana).
Fosse com preguiça ou com frio, fosse com espírito alegre e esperançoso, sábado era dia de encontro, de aprendizado, de abraço fraterno.
Era dia de se aproximar de amigas já conhecidas, era dia de conhecer novos amigos, de aprender com o Livro da Vida de Santa Teresa, com os textos que as Irmãs do Carmelo carinhosamente compartilham em seu site, de refletir sobre as Moradas, de ouvir com sabedoria os ensinamentos do Frei Rafael.
Era dia de celebrar a vida, de dividir tristezas e angústias, de acolhida, de choro, de riso, de solidarizar, de organizar tarefas e atividades.
Então veio a pandemia. Da forma como entrou no mundo, nos países, nas cidades, nos bairros, nos hospitais, nas casas, entrou nas Igrejas, nas comunidades e chegou também para o GOT.
No último encontro as cadeiras mais distanciadas, o álcool gel sobre a mesa, as incertezas, o desconhecido.
Seguiram-se tentativas de encontros virtuais, afinal era tempo de lives, de zooms, de vídeos, de áudios.
Mas o acesso foi ficando difícil, pois as telas e cliques não são iguais para todos. O mundo online invadiu nosso cotidiano, o trabalho, a família. O encontro, que era um momento especial na rotina, não fazia sentido quando imerso em aplicativos que lembravam o home office.
Seria o fim do grupo?
Ao fazer a reflexão veio à mente o evangelho de Lucas, da pesca milagrosa: “Faze-te ao largo (avança para águas mais profundas) e lançai as vossas redes para pescar”. E a resposta de Pedro: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas, por causa da tua palavra, lançarei a rede”.
Não, não foi o fim do grupo. É certo que os sorrisos ao vivo e a cores fazem muita falta e que talvez as coisas não voltem a ser como eram antes, porém o grupo tem continuado a se comunicar pelo whatsaap (sim ele pode ser bom!) e passou a compartilhar mensagens positivas, a aderir a campanhas solidárias e, mais do que tudo, permaneceu “rezando juntos”. Em meio a tantas tristezas, doença, desolação, desesperança, o GOT virou espaço de pedir e receber orações, de consolo na fé, de grandes pequenas alegrias. 
Assim como Pedro se encontrava desanimado e cansado da pesca infrutífera, também nós, assolados por uma avalanche de informações e um turbilhão de emoções, precisamos encontrar outros espaços, buscar águas mais profundas.
Sem poder nos reunir passamos a sentir de modo diferente a oração individual. Rezando sozinhos e silenciosamente, cada um em sua casa, reforçamos a lição de Santa Teresa de que a oração nada mais é do que “tratar intimamente com Aquele que sabemos que nos ama e estar muitas vezes conversando a sós com Ele”.
Rezando sozinhos reforçamos a conclusão de que Deus não nos abandona, que, apesar das mudanças, Deus não muda e que é possível pertencer a um grupo e dele participar mesmo à distância.
O GOT segue, assim, lançando redes e espera, confiante na misericórdia de Jesus, chegar a mares mais calmos e enchê-las novamente com a alegria dos encontros presenciais.
Sigamos navegando.

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