Nossa Senhora da Assunção e São José


Beata Maria Mercedes Prat Prat

Virgem e Mártir, religiosa da Companhia de Santa Teresa

A Beata Mercedes nasceu em Barcelona (Espanha) a 6 de março de 1880, filha de Dona Teresa Prat e Don Juan Prat. No Colégio da Companhia de Santa Teresa de Jesus, fez sua primeira comunhão em 30 de junho de 1890.

Uma das lições das Teresianas que assimilou bem rápido foi a oração, especialmente na prática do famoso "quarto de hora de oração" que tanto incutiu Santo Enrique de Ossó às jovens da Confraria, a qual ela pertencia.

Mercedes logo deu razão de seu entusiasmo pela Companhia de Santa Teresa e seu apostolado fundamental: "Para a Glória de Deus e para o bem da religião, não há nada melhor que os Institutos dedicados ao apostolado de ensino. São sumamente necessários.”

O Noviciado lhe abriu suas portas no dia 27 de agosto de 1904. Na ocasião a Superiora Geral era a fundadora Maria Teresa Blanch, e Mestra de Noviças a Madre Francisca Pla.

Uma das irmãs com que conviveu definiu a Mercedes Prat como "uma Teresiana segundo o Coração de Deus."

No dia 1º de março de 1905 vestiu o hábito da Companhia, e em 10 de marco de 1907 fez os votos temporários e começou a sua nova vida de professa onde a obediência a destinou.

O caráter natural de Mercedes é definido por três características marcantes:

1. Simpatia natural no trato e firmeza de caráter.

2. Equidade e equilíbrio nas reações.

3. Prudência e verdade em seu falar e atuar.

A Madre Mercedes era considerada uma religiosa exemplar para todas as Irmãs da Comunidade, entre elas assim o manifestou a Ir. Maria Teresa Fernandez, que também conviveu com ela.

Disse a Irmã Pilar Suarez Inclán, que manifestava com simplicidade seu amor à pessoa de Cristo em seus mistérios, especialmente em seu Sagrado Coração. Repetia com frequencia quando falava dos perigos da revolução que se desenvolvia na Espanha: "Aconteça o que acontecer, o Coração de Jesus triunfará".

A situação foi tornando-se crítica nos últimos anos da República. Silenciosamente, mas pesando os fatos, ela sabia que estavam em perigo, mas foi então que se lhe viu prolongar seus momentos de oração diante do sacrário. Dali, sem dúvida, lhe vinha aquela confiança ilimitada e, mais tarde, aquela fortaleza exemplar.

Foi no mês de julho de 1936, que teve a oportunidade de testemunhar a sua obediência e entrega. Ao perguntar-lhe alguns milicianos quem era, respondeu que uma religiosa do ensino; e ao perguntar-lhes se sabiam que por isso podiam ser fuziladas, Mercedes e a Irmã que a acompanhava não o ignoravam. "Nos vão matar", disse ao sair de Ganduxer, “mas vamos lá, obedecerei porque o Senhor o quer." Foram horas de angústia para as duas irmãs, interrogatórios, ameaças, simulação de fuzilamento... Foi um dia longo o 23 de julho.

Finalmente, na madrugada do dia 24, na estrada da Rabasada, o pelotão de fuzilamento encontrou a Mercedes com a oração nos lábios. Tiros foram ouvidos. Ferida de morte repetiu entre gemidos: "Jesus, José e Maria" e suas últimas palavras foram as do Pai Nosso: "Perdoai-nos assim como nós perdoamos..."

Quando sua companheira lhe fechou os olhos, viu-a como "o anjo da dor."

Em 21 de maio de 1955 os restos mortais da M. Mercedes Prat foram depositados no cemitério das Corts em uma urna colocada no nicho próprio da Companhia. Ali espera seu corpo a ressurreição.

Em 29 de abril de 1990 foi beatificada pelo Papa João Paulo II.