Nossa Senhora da Assunção e São José


Beata Maria Sacrário de São Luís Gonzaga

Virgem e Mártir de nossa Ordem

Elvira nasceu em Lillo no dia 8 de janeiro de 1881, filha dos farmacêuticos da cidade: D. Ricardo Moragas e D. Isabel Cantarero. Batizada no dia 17 do mesmo mês com o nome de Elvira Moragas Cantarero. Quando seu pai passou a ser farmacêutico provedor da Casa Real foram viver em Madrid porque a menina crescia e queriam lhe dar uma boa educação. Levaram-na então ao colégio das Mercedárias que foram completando a obra de seus pais na formação e educação de Elvira.

Seu caráter tenaz e enérgico e, às vezes caprichoso, foi moldado por sua mãe que corrigia e castigava sua pequena, mas sabia premiar seu bom comportamento e seu trabalho com seus estudos e aplicação no colégio e sua vida boa e piedosa em casa. Aos 10 anos seus pais a levaram em viagem a Roma e outros lugares.

Aos dezoito anos, Elvira entrou para a Universidade em Madrid onde cursou Farmácia, sendo a primeira mulher espanhola neste ramo. A vida austera e penitente que vivia há algum tempo, unida às cruzes, trabalhos e provas com a morte de seus queridos pais, haviam minado suas forças e debilitado sua saúde. Quando a comunidade do Carmelo Santa Ana viu o rosto emagrecido da jovem, as monjas determinaram esperar uma temporada para que Elvira pudesse recuperar as energias perdidas.

No dia 21 de junho de 1915, Elvira entrou para o Carmelo de Santa Ana e após seis meses como postulante, recebeu o hábito, com o nome de Maria Sacrário de São Luís Gonzaga.

A nossa noviça sentia-se, desde então, inundada por essa presença de Deus simples e amorosa que tanto falava nosso pai S. João da Cruz, mas o martírio era o seu ideal. A mortificação e austeridade de vida foram suas normas de conduta.

Maria Sacrário fez sua Profissão Religiosa no dia 24 de dezembro de 1916. Foi uma excelente Carmelita, da qual podia se afirmar: cumpriu o ideal proposto. Em seis de janeiro fez sua Profissão Solene e exerceu o cargo de enfermeira.

Em janeiro de 1927 foi eleita priora da comunidade e exerceu o cargo por um triênio. Terminando o triênio, foi nomeada mestra de noviças, de 1930 a 1933.

Os religiosos, neste período, eram perseguidos e estavam em contínuo estado de alarme.

Em primeiro de junho de 1936 tornou a ser reeleita priora a M. Maria Sacrário que naquele momento disse como Jesus: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, mas a tua.” No dia 18 de julho começou para a comunidade de Santa Ana, sua dolorosa odisséia. A M. Maria do Sacrário reuniu a comunidade e propôs para as irmãs que fossem para suas famílias e ficou no convento com nove irmãs. No dia 20 do mesmo mês o convento foi invadido por militares e civis, que com pau iam quebrando, pisoteando e queimando tudo que encontravam. Levaram as irmãs num carro e mandaram que fossem para casa de suas famílias. Na véspera da Assunção invadiram a casa onde estava e a levaram para prisão junto com outra irmã.

Na noite de 14 de agosto de 1936, por volta da meia noite, foi fuzilada. Depois de ter sido submetida a duros interrogatórios, nada revelou, não só para guardar alguns recursos da comunidade, mas para proteger a vida das pessoas que os guardavam.